Começa o ciclo com letra maiúscula.
Fecunda sílaba, nasce palavra, cresce frase, envelhece parágrafo, morre texto.
Se está pronto acaba em ponto. Se está pouco fica a dúvida. Se não está nada começa de novo.
Nova folha, nova idéia.
Para encher sua paciência, para acompanhar o raciocínio
De quem não conta mais o tempo.
Quem espera não alcança. Quem se estica tem mais chance.
Quem me quer não me merece.
Quero bem quem quer que seja.
Feliz quem não deseja.
Beijar quem não conhece.
Volto a forma anterior.
Prosa sem pretensão.
Rima sem razão.
Como amor de passageiro. Chega, rodopia e vai embora.
Sempre que acordo abro os olhos. Se bocejo, fecho.
Sempre que mergulho vou fundo. Dormindo ou acordado.
Realizo-me no pensamento. Sonho com acontecido.
Volto à tona rarefeito.
Sem sexta, sem feira, sem o tempo precioso.
O que o dia traz de volta a noite custa aceitar.
Mesmo mal e porcamente, umas linhas vou escrever.
Para preencher o seu vazio com um pouco de nonsense.
E daí!?
Até parece que fumei, mas já engasgo de pensar.
Sem nexo avança o retrocesso.
De Jabor a Paulo Lins, ponho-me pensamentos.
Um quer o outro, dois não se suportam, três é traição.
Se é consentida é sacanagem.
Divagações conceituais sobre as possibilidades do impossível.
Nada é verdadeiro até que prove o improvável.
Entre o ser e o parecer caminha a dúvida.
Este começo de retórica tem compromisso com o absurdo.
Não se preocupe, quando acabar eu aviso.
Se quiser mais eu compro outro.
Não bebo mais, nunca mais, nunca mais que devo. Aceita um gole?
Era para ser maior, era para ser legal.
Foi bom enquanto teve, mas tão cedo terminou.
Foi embora para Pasárgada. Foi rever o Manuel.
Minha terra tem Bandeira, tem também tamanduá.
Sem noir e sem saber. Saciei minha vontade.
Escrevendo frases soltas para embalar a grande rede.
Leva leve para ir longe. Até onde alcançar.
Era uma vez um fim…
Perdoe-me leitor, eu não tenho idéia do que escrevo.
Jesus!

