Fim do silêncio

É noite alta, os olhos abertos
Estão fechando, mas insisto um pouco
Para ver a folha acabar agora
Com estes versos que não parecem certos

O relógio apressa o tempo
Na ânsia que não vê a hora
A mão que transpira os versos
Que a brisa leva ao relento

A palavra atravessa a linha
O traço preenche a folha
Como a mãe que acolhe a filha

A apatia do meu silêncio
Acaba em poucos minutos
Para ser mais exato… acaba neste momento

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